Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.
(Mt 11, 25)
Mas,
antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às
sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores,
por causa de mim. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho. Gravai
bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa, porque eu vos darei uma
palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os
vossos adversários. Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos
parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por
causa do meu nome. Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. É
pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.
Não esqueçamos que o Pai
Nosso é a oração dos pobres. De facto, o pedido do pão exprime o
abandono a Deus nas necessidades primárias da nossa vida. Tudo o que Jesus nos
ensinou com esta oração exprime e recolhe o grito de quem sofre pela
precariedade da existência e a falta do necessário. Aos discípulos que Lhe
pediam para os ensinar a rezar, Jesus respondeu com as palavras dos pobres que
se dirigem ao único Pai, em quem todos se reconhecem como irmãos. O Pai
Nosso é uma oração que se exprime no plural: o pão que se pede é
«nosso», e isto implica partilha, comparticipação e responsabilidade comum.
Não esqueçamos que
o Pai Nosso é a oração dos pobres. De facto, o pedido do pão
exprime o abandono a Deus nas necessidades primárias da nossa vida. Tudo o que
Jesus nos ensinou com esta oração exprime e recolhe o grito de quem sofre pela
precariedade da existência e a falta do necessário. Aos discípulos que Lhe
pediam para os ensinar a rezar, Jesus respondeu com as palavras dos pobres que
se dirigem ao único Pai, em quem todos se reconhecem como irmãos. O Pai
Nosso é uma oração que se exprime no plural: o pão que se pede é
«nosso», e isto implica partilha, comparticipação e responsabilidade comum.
A pobreza é, antes de mais,
uma vocação a seguir Jesus pobre. É um caminho atrás d’Ele e com
Ele: um caminho que conduz à bem-aventurança do Reino dos céus (cf. Mt 5,
3; Lc 6, 20). Pobreza significa um coração humilde, que sabe
acolher a sua condição de criatura limitada e pecadora, vencendo a tentação de
omnipotência que cria em nós a ilusão de ser imortal. A pobreza é uma atitude
do coração que impede de conceber como objetivo de vida e condição para a
felicidade o dinheiro, a carreira e o luxo. Mais, é a pobreza que cria as
condições para assumir livremente as responsabilidades pessoais e sociais, não
obstante as próprias limitações, confiando na proximidade de Deus e vivendo
apoiados pela sua graça. Assim entendida, a pobreza é o metro que permite
avaliar o uso correto dos bens materiais e também viver de modo não egoísta nem
possessivo os laços e os afetos.
Dentre todos, destaca-se o exemplo de Francisco de Assis, que foi seguido por tantos outros homens e mulheres santos, ao longo dos séculos. Não se contentou com abraçar e dar esmola aos leprosos, mas decidiu ir a Gúbio para estar junto com eles. Ele mesmo identificou neste encontro a viragem da sua conversão: «Quando estava nos meus pecados, parecia-me deveras insuportável ver os leprosos. E o próprio Senhor levou-me para o meio deles e usei de misericórdia para com eles. E, ao afastar-me deles, aquilo que antes me parecia amargo converteu-se para mim em doçura da alma e do corpo».
Então o Reino dos céus
será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do
esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas,
as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva
vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e
adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe
ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As
tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se
estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e
para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. Ora,
enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com
ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as
outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! Mas ele respondeu: Em verdade vos
digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
LEITURA: Lc 16, 9-15
Dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos,disse: Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés. Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem. Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo. Fazem todas as suas ações para serem vistos pelos homens, por isso trazem largas faixas e longas franjas nos seus mantos. Gostam dos primeiros lugares nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas. Gostam de ser saudados nas praças públicas e de ser chamados rabi pelos homens. Mas vós não vos façais chamar rabi, porque um só é o vosso preceptor, e vós sois todos irmãos. E a ninguém chameis de pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem vos façais chamar de mestres, porque só tendes um Mestre, o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo. Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado.