domingo, 23 de julio de 2017

O TRIGO E O JOIO

Ao ler o Evangelho de hoje que eu li tantas vezes, mas nem sempre chego a entender na minha própria vida, eu me concentrei em algumas frases:
Os empregados lhe perguntaram: “Queres que arranquemos o joio?” O dono respondeu: “Não. Pode acontecer que, arrancando o joio vocês arranquem também o trigo. Deixem crescer um e outro até a colheita. E no tempo da colheita direi aos ceifadores: arranquem primeiro o joio e amarrem em feixes para ser queimado. Depois recolham o trigo no meu celeiro.”
E eu pensei que dentro de mim eu tenho trigo e joio. Vinha-me à mente essa imagem que significa que cada boa pessoa tem algo errado e toda pessoa mala tem alguma coisa boa.
Se me tirassem o joio, ou melhor dito, para tirar o meu joio, eu tenho que tirar minha vida, tenho que morrer -embora seja muito forte a expressão- porque não há nenhuma pessoa perfeita e, eu não vou ser mais. Até eu morrer, eu tenho dentro de mim trigo e joio, coisas boas e ruins, entrega e preguiça, dedicação e egoísmo...
O que eu posso tentar fazer é crescer mais o trigo que o joio, ter mais atitudes e fatos de partilha e serviço de entrega em vez de egoísmo e preguiça, para ser servido (Mt 20, 28), de compaixão e não de ser frio (Lc 6, 36), de ternura e não de dureza (Jr 31, 20), de amor -com tudo o que ele compromete- e não de ódio. (1Jo 4, 8).
Quando eu morrer, o Pai vai me tirar a minha parte negativa e vai queima-la. Na sua presença não há pecado; lá junto com Ele, sim que vou ser perfeita, porque eu vou ter atingido minha vida plena.

No hay comentarios:

Publicar un comentario